Simples assim

Nunca deixe de acreditar na sua intuição. Apenas tenha a certeza que é isso e não neurose.

Saiba, de uma vez por todas, que nem todo mundo vai gostar de você. A gente só cresce quando descobre que a única pessoa que precisamos agradar somos nós mesmos. 

Pense 2 vezes antes de falar coisas que machucam numa briga. O silência machuca mais que as palavras e ele nunca poderá ser usado contra você.

Pense que o amanhã é sempre melhor que hoje. É lá que mora o seu futuro.

Se coloque no lugar do outro. Por mais errada a pessoa esteja, toda história tem dois lados.

Nunca espere gratidão. A cobrança invalida a grandeza de qualquer gesto.

Não se prenda a bens materiais. Se tudo der errado, você arregaça as mangas e conquista tudo de novo.

Lembre-se sempre que as pessoas mais bem sucedidas são aquelas que tem amigos, amor e uma família para ligar quando todo o resto está indo mal. E todo o resto é apenas o resto.

Se quiser um bicho de estimação, adote. Ele vai  te agradecer sendo a melhor companhia do mundo.

E, se você adotar um cachorro, dê um nome engraçado. A sensação de arrancar um sorriso toda vez que alguém perguntar o nome do bichinho vai te deixar feliz e, de quebra, te fazer sentir inteligente.

Jamais deseje infelicidade para o outro. A energia que você vai gastar só vai te deixar exausto e triste.

Não se compare a ninguém. Até a pessoa que você mais admira tem problemas e limitações.

Aprenda a abrir mão das coisas e das pessoas. A posse funciona como uma âncora que não nos deixa seguir em frente.

Chore apenas o necessário quando uma relação acabar. O fim é sempre uma nova chance para um recomeço.

Não seja muito rígido com você mesmo. Você é apenas um ser humano e errar faz parte do caminho para o acerto.

Tenha fé em alguma coisa. É importante ter uma força maior para agradecer nos momentos bons e para recorrer nos momentos difíceis.

Não viva para o trabalho. Ele é apenas uma parte do seu dia e uma maneira de pagar as contas.

Nunca confie em quem ri de tudo. Gente feliz de verdade não precisa provar nada pra ninguém.

Não minta. Mais cedo ou mais tarde você vai ser pego.

Fale as coisas que te incomodam ou que te deixam chateado. Ninguém é obrigado a adivinhar o que está passando pela sua cabeça.

Evite entrar em discussões com pessoas que não dão o braço a torcer. Não vai te levar a nada e você vai acabar bravo e cansado.

Use seu tempo da melhor maneira possível. Tempo é um bem precioso e não pode ser desperdiçado.

Faça pelo menos uma gentileza por dia. Você não vai mudar o mundo, mas vai fazer dele um lugar melhor.

Não deixe seus amigos de lado quando começar um namoro. São eles que vão estar lá se você terminar.

Visite seus pais e seus avós sempre que conseguir. Um dia você vai sentir falta de estar com eles.

Tente ver o lado positivo das coisas. Por pior que seja a situação, sempre tem um aprendizado.

E, por último, seja feliz. Mas não dependa de nada de ninguém para isso. Está tudo dentro de você.

Para ler ouvindo Vinícius e Toquinho – Sei lá

#FORAFELICIANO

“Sabrina, por quê você está vestindo a camisa do movimento gay se você é 100% hétero?” – perguntou um amigo meu – “Vão achar que você mudou de lado, que saiu do armário, pensa nisso!”.
Respondo então publicamente para essa pessoa que, eu sei, fez com bom coração mas foi extremamente infeliz em seu questionamento.

Quando o partido nazista tomou o poder, a maioria esmagadora dos alemães não se posicionou. Exterminar os judeus, ciganos, gays (sim, os gays também estavam no pacote), negros, ativistas políticos e qualquer outra minoria só ia trazer “avanços e benefícios” para o país. “Eliminar o mal pela raiz” era a solução de todos os problemas. Esse era o discurso do partido e as pessoas achavam que não tinha problema nenhum sacrificar (literalmente) os outros já que isso ia de acordo com os seus interesses. Talvez, como alguns historiadores defendem, a maioria não tivesse conhecimento dos campos de concentração. Pode até ser. Mesmo assim, todo mundo sabia que essas minorias sumiam embarcadas nos trens e nunca mais voltavam. Até hoje quando as pessoas perguntam “afinal, qual era a razão que Hitler alegava? O que ele tinha contra os judeus?” ninguém sabe ao certo responder. Não havia um argumento palpável, era apenas ódio em forma de discurso inflamado na figura de um führer que prometia ser a salvação de um país com problemas. O povo fechou os olhos e entregou seu futuro nas mãos de um governo fascista. Deu no que deu.
Também poderia citar a ditadura militar, onde quem pensava diferente, era morto e torturado, mas acho que já me fiz entender.

Hoje, 74 anos depois, vejo um movimento assustador de intolerância chegando em um tsunami que está devastando a minha crença na humanidade. Um idiota sobe ao poder se fazendo passar por “um homem de Deus” e usa os argumentos mais cretinos contra os gays, fazendo vir a tona o pior que um monte de ignorantes tem dentro de si. Depois dele, tenho visto pessoas esclarecidas e estudadas falarem para quem quiser ouvir que acham o homossexualismo um horror, o fim dos tempos. Chegamos em um ponto onde garotos, alunos de colégios caros, saem a noite para agredir travestis e “bichas” sem sequer considerar que eles são seres humanos, exatamente como eu, você e todas as pessoas do planeta. E tudo isso sob qual argumento? “Não é natural”, “Deus não criou o homem para isso”, “Não existe homossexualismo entre os animais”.
Gente, atenção! A coisa tá ficando perigosa. A tal bancada evangélica, tão pura, casta e cheia de moralismo, está se multiplicando e colocando as manguinhas de fora. E o mais curioso, é que esses pastores-políticos que dizem que Deus que prega contra o homossexualismo, omitem a base de toda a religião: o amor acima de todas as coisas.
E calma lá… o Brasil não era um estado laico (pelo menos na teoria)? A gente não enche a boca pra dizer que aqui a diversidade convive em paz e que somos o único país onde todos os povos se dão bem? Se é assim como é possível que um homem como Feliciano, um fascista em pele de evangélico, nos represente?
Como eu já disse, sou mulher, solteira, judia, sincretista (frequento e acredito em outras religiões), publicitária, uso óculos, tenho cabelos enrolados e um monte de amigos gays. Só aí já são 8 grupos de minorias. Hoje são os gays… amanhã podem resolver que pessoas obesas são um mal para o Brasil. Por isso, meu amigo querido que está tão preocupado comigo e me perguntou aquilo, eu te digo: você que é homem, católico, hétero, advogado e careca: sim, estou levantando uma bandeira para defender os direitos de uma causa que, sem dúvida eu apóio, mas na qual eu não me encaixo. E faço isso não só pelos amigos gays que tanto amo, mas também porque, um dia quem sabe, podem mexer no que é meu. É simples: para ser vítima desses caras, só precisa mudar a mira.
Se você quer saber, eu também acho horrível quando vejo 2 homens ou 2 mulheres se beijando ou se tocando com mais intensidade no meio da rua. Exatamente como eu acho nojento quando um casal hétero faz isso.
Agora, o que cada um faz dentro de sua própria casa, definitivamente não é problema meu. Nem seu. Especialmente se isso não fizer mal para ninguém.

Moral da história: o amor não agride, já a intolerância, o preconceito e o absuo do poder, sim.

#forafeliciano #foratotalitarismohetero #vivaasdiferenças #somostodosiguais

Para ler ouvindo Lily Allen – Fuck You

O causo do meu priminho de 10 anos e suas dúvidas existêncialistas

Ontem, no meio de um jantar de família o Guigo, meu priminho de 10 anos, não se aguentou e saiu correndo em direção ao banheiro pra fazer xixi. Dandan, seu irmãozinho de 3, foi atrás.
Vendo a cena, meu instinto materno apitou e corri pra lá antes que aquilo virasse bagunça.
Ajudei o Dandan a acabar seu xixi, subi sua cuequinha de super-herói e a calça de elástico, coloquei o baixinho no colo, laveis as mãozinhas dele e do Guigo, sequei e dei um beijo em cada um.
Daí percebo que o Guigo, o de 10, está me encarando.

- Que foi meu amor?

- Tia Sá, faz tempo que eu quero te perguntar uma coisa… por quê eu não tenho um priminho seu?

- Ah Guigo, porque eu não sou casada, né.

- Mas tia Sá, não precisa ser casada pra ser mãe, só precisa de um namorado!

- Mas eu também não tenho um namorado sério agora, Guigo.

- Mas tia Sá, eu não entendo… tem tanta mulher feia e horrorosa casada com 3 filhos. Só lá na minha escola tem umas mães que éca! Por quê você, que é linda, não tem namorado?

- Eu sou linda, Guigo?

- Muito, tia Sá! Todos os meus amigos que te viram no meu aniversário acharam também.

Quase matando o menino num ataque de beijos e abraços sufocantes de tão apertados, abaixei na altura dele (que já é quase igual a minha) e respondi a única coisa que me veio na cabeça (sem precisar explicar coisas que nem eu entendo).

- Guigo, deixa eu te explicar uma coisa… pras feias é mais fácil, elas tem que se conformar com qualquer coisa que aparecer. Pras bonitas é mais difícil porque nosso grau de exigência sobe um pouco, entende o que eu tô te falando?

- Entendo sim, tia Sá. Acho que você tá certa porque todas as feias e chatas que eu conheço são casadas. Mas tia Sá, fica tranquila que eu sei que um dia você vai casar e ser a melhor mãe do mundo. Quer dizer, depois da minha.

E é por essas e outras que eu digo que tenho a melhor família do mundo.

Para ler ouvindo Coeur De Pirate – Danse Et Danse

Guerra fria

Há 2 tipos de relacionamento:
os socialistas (onde se divide e se constrói tudo em parceria e as duas partes tem direitos iguais) e os que que se baseiam nos princípios do capitalismo (lucro, competição e livre mercado).

Sendo assim, quando o assunto é sobre coração, eu prefiro ser uma quase hippie, que anda de sandália havaiana e lê o Manifesto Comunista.

Para ler ouvindo Roberto Carlos – Você não serve para mim

Como se livrar de um vizinho voyeur

Você, minha amiga, tem um vizinho voyeur? Quer se livrar dele? Então anote o método a seguir.Primeiro vista sua camisola mais sexy. Se for daquelas transparentes com renda, melhor. Se quiser causar um impacto maior ainda, use uma lingerie incrivelmente pequena e atraente. Reza a lenda que os homens acham branco irresistível, mas fica a seu critério.
Depois de escolhido o traje, se esconda atrás da cortina e espere o dito cujo aparecer. Assim que perceber o movimento, vá até a sua janela caminhando bem leeeentamente, com movimentos charmosos. Pra não errar, faça exatamente como você faria se o George Clooney estivesse no seu quarto.
Quando chegar na janela pare numa pose femme fatale. Daí, devagarinho, abra o vidro e fique parada ali por alguns segundos. O vento vai balançar seus cabelos e dar o clima sensual da coisa.
Quando você notar que o cara já está atiçado e de olhos arregalados, olhe para ele, faça contato visual. Você pode até encará-lo enquanto morde o lábio inferior ou passa a língua pelo superior. Nessa hora, quando ele já estiver a ponto de bala, enfie o dedo no nariz com tudo e comece a cutucar até o fundo, sem medo de ser feliz.E pronto! Ele vai sair correndo e nunca mais vai ter coragem de te espionar. Juro pode Deus, é infalível.

Para ler ouvindo  Marvin Gaye – Let’s Get It On

O causo do mocinho deprimido

Daniela e Mario estavam saindo há 9 meses. Quando estavam juntos, tudo era farra, tudo era lindo e extremamente divertido.
Todo final de semana faziam a mesma maratona: aos sábados iam ao cinema, exposições e, mais pro fim da noite, saiam para dançar.
No domingo acordavam tarde, transavam sem nenhuma pressa e, mais tarde, iam caminhar no parque, juntinhos e de mãos dadas. Adoravam a companhia um do outro. Além da química entre os dois, Daniela admirava o senso de humor e a inteligência dele assim como ele admirava a determinação profissional e o jeito meigo dela.
Acontece que um dia, sem mais nem menos, Mario perdeu o emprego. E de uma hora para outra, ele mudou.
Mario não gostava mais de cinema porque achava todos os filmes tristes. Não queria mais ir a exposições porque o ingresso era caro. Sair para dançar ou andar no parque então, nem pensar. E a depressão era tanta que ele não tinha forças nem para procurar trabalho.
Daniela se oferecia para pagar as entradas das exposições e tentava animá-lo de todas as maneiras que conhecia, dentro e fora do quarto, mas nada adiantava.
Depois de um tempo, ela cansou. Por mais que fizesse de tudo para estar com ele e apoiá-lo, aquela vida de passar a semana jogada no sofá sentindo pena de si mesma não era de jeito nenhum o futuro que ela havia idealizado.

“Meu Deus, como posso acabar com o Mario? Ele sempre foi ótimo comigo, a gente sempre se deu bem. Será que eu vou ser um monstro se deixá-lo num momento tão difícil? Como eu posso dar um fora nele sem sentir culpa?”.
Depois de fazer essa mesma pergunta a 5 amigas, a mãe, a terapeuta e as tias sem nenhuma resposta, Dani teve uma ideia. Colocou sua melhor roupa, seu melhor perfume, sua melhor lingerie e foi até a casa de Mario numa sexta-feira a noite, alegando que precisava conversar.

“Amor, sabe o que acontece? Eu andei pensando muito na gente. Faz um tempo que estamos juntos e nós nunca, jamais falamos em ter algo mais sério. Então eu vim até aqui dizer que eu queria muito casar, ter filhos… 2 crianças com os seus olhos e o meu nariz. Nossa, passo horas imaginando eu de noiva e você, só me olhando entrar na igreja, emocionado. Não ia ser incrível? A gente se gosta tanto, né? Tem tudo pra dar certo! Ah, e eu já resolvi que as crianças vão estudar no colégio bilingue porque assim elas vão ter mais chances na vida. A mensalidade é um pouco cara, uns 2.500 para cada uma, mas a gente se aperta e paga. E acho que também seria bom a gente começar a procurar um carro maior, tipo um utilitário. No seu Mini Coper não vai caber o Dioguinho, a Clarinha e a babá. Gostou dos nomes que eu escolhi? Lindos, não acha? E só uma última coisa: a gente precisa começar a procurar apartamento, um bem grande e ensolarado. Eu tenho umas economias, você também… ai, tô tão feliz que a gente finalmente teve essa conversa, tava doida pra te falar isso desde o primeiro dia que te vi. A mamãe e o papai querem marcar a data do noivado!”.

Mario ouviu tudo, calado, apenas fazendo sinais positivos com a cabeça e arregalando levemente os olhos.
E Daniela terminou o discurso emendando que sabia que ele era o homem da vida dela e que o amava muito, muito, muito mesmo.

Dormiram abraçados naquela noite, mas Mario parecia mudo e distante.
No dia seguinte ela foi para casa certa de que o plano havia funcionado.
E até hoje, 4 anos depois, Mario nunca mais deu notícias.

Para ler ouvindo Florence And The Machines - Dog Days Are Over

Antes só do que mal acompanhada

Há sinais. Sempre há sinais.
Se ele não se interessa pela sua vida, se não te vasculha, se não sente um mínimo de ciúmes, são sinais.
E te digo isso com a certeza mais plena e absoluta porque sei que quando uma pessoa está com você, tem que estar por inteiro. Via de regra e sem exageros.
E estar por inteiro é devorar sua obra, seja profissional ou pessoal. É devorar sua comida, seus amigos, sua família, seus casamentos e batizados que caem no meio do feriado, seus erros e seus acertos.
Se ela, a pessoa que está ao seu lado, não faz isso é porque, de fato, não há interesse. E é óbvio que nesse caso há, não apenas sinais, mas evidências concretas.
Mas existe uma hipótese que exclui a falta de interesse; são os casos de falta de profundidade, de recheio pessoal. Acredite em mim quando eu lhe digo que há sim pessoas rasas, que não conseguem ter a generosidade de olhar um milímetro sequer para o outro ou de retribuir sem se sentirem cobradas.
Pessoas profundas sabem receber amor. Pessoas rasas, desconfiam dele.
E esse tipo de pessoa, as tão sem conteúdo, não consegue viver a plenitude de um sentimento sincero, por mais que tentem, que se esforcem. E não é culpa delas, de jeito nenhum. Eu, por exemplo, nunca consegui aprender matemática. Imagino que a mesma lógica se aplique. Assim como há pessoas que não dão para equação de segundo grau, há gente que não consegue lidar com a entrega e a cumplicidade.
Pessoas que emitem sinais e pessoas rasas tem uma coisa em comum: são solitárias. Quem não tem para dar, não tem o que receber em troca.
Esse tipo de gente, das duas explicações, costuma ser covarde e fazer as coisas pela metade. Não consegue entrar numa relação e se entregar e muito menos sair dela olhando nos olhos, pois isso exige uma complexibilidade e uma sensibilidade da qual são completamente desprovidas.
Por isso eu digo e peço que você, que chegou até aqui por algum motivo, guarde esse conselho que lhe ofereço de graça: um homem que acaba um relacionamento sem olhar nos seus olhos, não serve para ninguém que não seja como ele. Um homem que vê a mulher, sua companheira, passando por um momento difícil e não lhe estende a mão, é uma pessoa rasa.
E, principalmente, um homem que não entende a poesia de dar flores para mulher que faz tudo por ele, é uma pessoa cuja profundidade não vai além de um copo de requeijão. Copo esse que, aliás, transbordou faz tempo, com uma última gotinha d’água.

Para ler ouvindo Kings Of Leon – Use Somebody