Oi, tudo bem?
Tenho uma novidade para te contar. Resolvi chutar o pau da barraca e me dar uma certa liberdade de escrever, pelo menos de vez em quando, sobre a coisa que eu mais gosto na vida depois de chocolate: MÚSICA.
E vou começar hoje mesmo pois finalmente apareceu alguém capaz de mexer comigo a ponto de merecer um post exclusivamente dedicado a uma pessoa.
Faz um tempo que estou que nem adolescente apaixonada por uma fulana ai. Tipo amor lésbico mesmo.
Conheci Lana Del Rey por acaso, há alguns meses. Na época não me causou muito impacto porque a música que ouvi vinha de uma gravação ao vivo péssima e, logo depois, pesquisando sobre a moça, li um artigo que acabava com ela, dizendo que a antes Lizzy Grat (nome original) havia se vendido para produtores para ser famosa, que havia se plastificado etc. Por isso, na época, passou batido. Desencanei achando que se tratava de mais uma nova e chata Lady Gaga.
Há mais ou menos um mês, sei lá porque, resolvi revisitar, dar mais uma chance. Joguei o nome dela (e convenhamos, que belíssimo nome artístico) no Youtube e fui atendida com a sugestão de assistir o primeiro clip da lista. Era o impressionante Born To Die.
O clip é uma super produção com uma direção de arte absolutamente perfeita e um fim tétrico mas, mesmo eu que sou contra essas produções cinematográficas por achar que múscia boa não precisa de apelo comercial, fiquei abismada. E não foi só pelo fato do clip fazer referência direta à Maconha (mais um ponto pra ela), nem pelos tigres ou figurino. Não sei o que é, mas tem alguma coisa nela que não me deixou piscar durante toda a música.
Aliás, falando em música, preste atenção a mixagem, ao arranjo, aos detalhes de backing vocal. Um casamento perfeito de alguém que entende tanto de música e tem um bom gosto tão apurado a ponto de colocar um violino escondido ao fundo do refrão. Isso não é coisa fabricada pra nascer e morrer a la Simon Cowell, que faz fenômenos tipo Spice Girls. Isso é sofisticado, é coisa bem trabalhada ajustada (não criada) sob medida para um talento que vai brilhar por anos e anos.
Mas voltando ao clip, na hora fiquei pensando que a Lana parecia uma Nancy Sinatra revisitada, com um timbre meio Fiona Apple, e uma coisa sombria e intrigante tipo Portishead. Isso sem falar no look meio indie, meio 60′s, meio sofisticado, meio Julia Roberts, meio make up Amy (se ela tivesse usado a maquiagem com classe), meio diva.
Mas era mais que isso. Eram aqueles lábios (siliconados ou não, quem se importa) que se mexiam de uma maneira diferente. Eram as unhas gigantes, os cabelos impecáveis, as roupas, os gestos, os olhos, o jeito blasé.
Cara, sei lá. Só sei que fiquei de boca aberta com a voz dessa pessoa, com a maneira que ela vai do vozeirão grave a um tom mais agudo e infantil. Fiquei mais de boca aberta ainda quando percebi que a protagonista do clip era ela mesma. E que inveja daquelas pernas!
Depois, num momento obcecada e fisgada pela indústria fonográfica (pela primeira vez em uns 15 anos), fui ler mais e descobri que ela não tem disco lançado (olha que estratégia de marketing genial), mas já assinou com uma grande gravadora e se prepara para sua avant première no fim de janeiro do ano que vem.
Seja como for, recauchutada ou não, Lizzy ou Lana, loira platinada ou ruiva, dá pra ver que ela tem uma estrela que brilha forte e que, é sim, uma revelação e tanto que vai conseguir a proeza de atingir desde o público mais pop ao mais alternativo passando pelas mais patricinhas às mais tatuadas. Certamente vai ser o comentário musical de 2012, pode apostar.
Quer saber? Graças a Deus que essa menina existe. Em um mundo cheio de Fergies, J.Los, Rihanas e Beyoncés da vida, uma novidade dessas, que consegue flertar com o “lado de lá” sem deixar de ser original e alternativa é sempre bem-vinda.
Admito: eu que sempre achei a maior pataquada esse lance de clip bacana, cantora bonitona e arrumada e grandes golpes comerciais para vender, tô com as quatro rodas arriadas.
Para ler ouvindo o que você quiser de Lana Del Rey