Pra pensar

O perdão é seletivo, volúvel, condicional e tendencioso.

É um artifício conveniente para aproximar ou distanciar. Ai só depende do interesse alheio.

Se o alvo do perdão for uma pessoa a quem não convém o convivio, a ira toma proporções largas e injustas.

Exemplo: uma pessoa a quem Maria não suporta pisa no seu pé. Pronto! Agora Maria sabe com toda a certeza de seu coração que a fulana fez de propósito, cravou o salto nos seus magnificos pezinhos porque precisava prejudicá-la. Uma verdade absolutamente conveniente (ainda que a outra tenha simplesmente se desequilibrado).

Agora Maria se vê em outra situação: seu namorado a traiu mas, arrependido, pede desculpas. Ela se afasta por um ou dois dias e logo, convencida de que ele só fez isso poque precisava descobrir o que realmente sentia por ela, o perdoa. Perdoa não, absolve, afinal, uma traição de quem se ama não é nada perto de um pisão no pé de uma fulana qualquer.

One response to “Pra pensar

  1. Juro que não aconteceu comigo, foi só um exemplo.

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