Carta aberta ao Gaxxxta.

De vez em quando a profissão nos brinda com algo a mais.
E eu não estou falando de dinheiro, prêmios ou reconhecimento.
Isso tudo, quando vem, é consequência de um trabalho bem feito, sorte e um pouco (ou muita) política.
Agora, o que tem valor real, tipo medalha de ouro nas olimpíadas, são as coisas que a gente ganha por merecimento pessoal.

Quando se trabalha em publicidade, tem duas coisas que você leva para casa: muito trabalho e grandes amigos.
E, mesmo entre esses grandes amigos, tem pessoas que são, além de bacanérrimas, especiais. E o melhor exemplo que eu conheço de alguém assim, é o Gasta. Um cara genial que se define como “um leão velho e desdentado”.
Esse pai de família, capaz de decifrar qualquer ser humano em uma tarde, também arranca gargalhadas por onde passa e chama a atenção com sua agendinha marrom, super moderna.
Ah, e antes que eu me esqueça, ele também sabe emitir sons esquisitíssimos e únicos.
Conheço poucos sujeitos que são acima do bem e do mal. E ele faz isso sem precisar levantar da cadeira.
O Gasta sempre sabe quando a gente precisa de uma palavra amiga ou de uma bronca, só pelo jeito do nosso olhar.
Quando dá bronca, consegue usar as melhores palavras, aquelas que te fazem crescer e te dão um chacoalhão. Quando usa palavras amigas, faz com um bom humor irresistível.
Ele também sabe entender a essência das pessoas. E, acredite, é capaz de prever os rumos da vida alheia em uma frase. E, se isso não bastasse, Gasta dá conselhos amorosos. Talento que, aliás, lhe rendeu o merecido título de oráculo.
Gasta tem fãs. E cada um deles se define como número 1.
Mas tudo bem, eu divido esse título com todos eles. Afinal, só eu tenho o privilégio de virar a cadeira e garantir meu lugar cativo, no cantinho da mesa do redator mais querido do Brasil.

Se a sua curiosidade está explodindo e você quer muito saber quem é o tal do Gastão, é simples: basta ir a qualquer agência de publicidade de São Paulo e perguntar: “alguém sabe quem é o cara que nunca teve um celular?”.

Para ler ouvindo Beatles – Help
(Dono da homenagem: leia pensando num guaxinim com a mão estendida).

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