17 DE JUNHO. O DIA EM QUE TUDO MUDOU.

Ok, agora todo mundo já sabe que o povo está bravo e que tem força sufiente pra mudar tudo. E isso é maravilhoso, é absolutamente espetacular.

Mas tem uma pergunta sem resposta que ecoa na minha cabeça há dias: O QUE VEM AGORA?

Não temos uma liderança, não temos propostas, não temos um partido de confiança. Não temos sequer uma causa urgente, mas sim dezenas delas.
O que é prioridade? Quais serão so próximos passos?

Podemos derrubar a Dilma, o congresso, os ministérios, as lideranças do Banco Central. Mas e aí, quem vamos colocar no lugar? Se a Dilma cair, vamos ter que engolir o bandido do Temer?

Podemos até não pagar os 20 centavos, mas vamos continuar pagando impostos absurdos? Podemos até fazer com que a Copa seja cancelada, mas esse dinheiro desviado vai voltar pros cofres públicos para ser usado da maneira correta?

Tá tudo ai, a gente mostrou que tem voz e que “o gigante acordou”, como gritávamos ontem nas ruas. Mas peraí, quem é a voz, a cabeça por trás de tudo isso?

Tenho medo de não aparecer um “Messias” para mostrar o caminho. E tenho mais medo ainda de aparecer algum oportunista, ou um grupo deles, e nos usar como uma imensa massa de manobra ufanista para subir ao poder.

O que será dos partidos políticos? o que será dos empréstimos internacionais que alguns governos, como o de São Paulo, recebem do Banco Mundial?

Ontem as pessoas vagavam seguindo a sua intuição, mas não tinha um líder, um megafone, uma voz mais forte na multidão. Todo mundo estava lutando, mas um pouco perdido, um pouco sem saber o que fazer.

E eu me encaixo nisso tudo: eu quero muito lutar, mas com quem e exatamente pelo que?

E é isso: a gente tem a faca e o queijo na mão. A gente só não tem um prato para apoiar essa deliciosa sobremesa.

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Para ler ouvindo uma até meio brega, das antigas: Ivan Lins – Um novo tempo

 

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